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2019

angle-left A ampliação do Canal do Panamá, realizada pela Sacyr, celebra três anos de êxito, com a passagem de perto de 6.500 navios
  • A ampliação do Canal do Panamá, realizada pela Sacyr, celebra três anos de êxito, com a passagem de perto de 6.500 navios

    28/06/2019
    • O consórcio GUPC, liderado pela Sacyr, finalizou o período de três anos de manutenção do Terceiro Conjunto de Eclusas do Canal do Panamá.
    • A ampliação registou uma disponibilidade de 99,97%, o que demonstra a qualidade do projeto de engenharia que o GUPC desenvolveu entre 2009 e 2016.
    • O Terceiro Conjunto de Eclusas é a maior obra de engenharia do século XXI.

    O consórcio GUPC, liderado pela Sacyr, finalizou o período de três anos de manutenção do Terceiro Conjunto de Eclusas do Canal do Panamá.

    Durante estes 36 meses, perto de 6.500 navios transitaram pelo novo Canal, que registou uma disponibilidade de 99,97%, acima da obrigação contratual de alcançar uma disponibilidade de 99,6%. Além disso, não se verificou qualquer incidente durante este período atribuível ao consórcio GUPC.

    Os barcos que transitam pelas eclusas neo-Panamax representam 51% das receitas do Canal correspondentes a portagens, pela sua maior capacidade de carga.

    A maior dimensão dos navios representa 3,4 vezes mais toneladas de circulação de mercadorias, em comparação com as eclusas originais. O Canal oferece uma média de trânsito diário de perto de 7,5 navios nas eclusas neo-Panamax, embora tenham chegado a transitar até 12 navios num só dia.

    6% do comércio mundial

    A ampliação do Canal em 2016, pelo qual circula 6% do comércio mundial, permitiu unir mais de 140 rotas marítimas, e 1.700 portos em 160 países.

    Em 2018, 62% dos navios que transitaram pelo Canal do Panamá tiveram como origem ou destino os EUA. Este país é um dos principais utilizadores desta via interoceânica, seguido pela China, México, Chile e Japão. Perto de 14 embarcações transitam diariamente pelas eclusas de Agua Clara, no oceano Pacífico, e de Cocolí, no oceano Atlântico, em função da disponibilidade de água.

    Mais de 50% das embarcações procediam ao transporte de contentores, 26% ao transporte de gás liquefeito de petróleo, e 11% ao transporte de gás natural liquefeito (GNL). Outros navios que utilizaram as eclusas são os que se dedicam ao transporte de granéis secos e líquidos, ao transporte de veículos e de passageiros.

    Recorde de tonelagem

    Em 2018 foi estabelecido um novo recorde de tonelagem, tendo-se alcançado 38 milhões de toneladas de carga.

    No ano fiscal 2017 (de 1 de outubro de 2017 a 30 de setembro de 2018), o Terceiro Conjunto de Eclusas representou já 37% das receitas totais de portagens e 34% da tonelagem transportada através do Canal.

    Terceiro Conjunto de Eclusas: sustentável e eficiente

    A Sacyr liderou o consórcio GUPC, encarregado do design e da construção do terceiro conjunto de eclusas, entre 2009 e 2016.

    As novas câmaras das eclusas têm um comprimento de 427 metros, 55 metros de largura e 18,3 metros de profundidade, e permitem a passagem de navios do tipo post-Panamax. Esta é a maior obra de engenharia do mundo, pela sua complexidade técnica e tecnológica. http://historiasdelcanal.sacyr.com/es/

    O Canal do Panamá conta com tinas de água para cada câmara nas eclusas de Cocolí e Agua Clara, o que permite a reutilização de até 60% deste recurso em cada ciclo de utilização das eclusas, reduzindo em 7% a quantidade de água consumida em cada passagem. Esta poupança de recursos possibilita a passagem de mais dois barcos por dia.

    No que se refere ao tempo de enchimento das eclusas, os valores também são melhores do que os inicialmente contratualizados. O tempo médio de enchimento das eclusas requerido pelo cliente situava-se entre 46,1 e 50,5 minutos, com o uso das tinas, e o tempo real situa-se agora entre 42,5 e 43,7 minutos.

    Sem a utilização das tinas, o tempo médio de enchimento das eclusas requerido pelo cliente era de 26,5 a 28 minutos, e o tempo real é atualmente de 24,8 a 26 minutos.

    O betão utilizado na sua construção é de uma qualidade excelente, superando amplamente as margens do projeto, com uma durabilidade superior a 100 anos. Nas novas eclusas utilizaram-se cinco milhões de m3 de betão, o equivalente a 50 torres de 236 metros ou a 450 edifícios de 20 pisos.

    Durante a execução da obra foi alcançado o recorde mundial de injeção de betão: 170.000 m3 de betão por mês, o equivalente ao que se utilizaria para edificar duas torres de 236 metros. Foram ainda utilizadas 300.000 toneladas de aço.

    O terceiro conjunto de eclusas permite a passagem de navios com o triplo da capacidade até aqui permitida, o que se traduz num impacto positivo na indústria logística mundial, e que levou a que portos de todo o mundo modificassem as suas plataformas logísticas para poderem receber os barcos post-Panamax.

    O aumento da carga também significa uma redução das emissões de CO2, uma vez que a mesma carga pode ser agora transportada por menos navios.

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